"Hoje acordei num surto de amor-próprio. Daqueles em que inacreditavelmente sentimos que tudo está em sua perfeita ordem. Daqueles em que a gente olha em volta e diz para si mesmo: nada precisa mudar.
Não sei se foi o café na cama – pão com manteiga na chapa, coca-zero e bolo de chocolate – ou o que procedeu o café...
Não sei se foi a carta da amiga no meio da semana explicando: ei, você é linda!
...
Sei que de alguma maneira me vi salva de um possível afogamento.
Quando este tipo de surto acontece, as coisas sem sentido ou explicação perdem a importância. Freud, se bem me lembro, chama isso de sublimação. Por isso sempre preferi Sartre... Ele chamaria de transcendência!
Quando esse tipo de surto acontece nada é capaz de nos arrancar o gozo de rirmos de nossas trapalhadas e quedas.
E somente quando conseguimos rir de nossos tropeços acordamos para dentro... E é quando acordamos para dentro que entendemos que a queda em si contém a ressurreição."
(Mônica Montone)
Não sei se foi o café na cama – pão com manteiga na chapa, coca-zero e bolo de chocolate – ou o que procedeu o café...
Não sei se foi a carta da amiga no meio da semana explicando: ei, você é linda!
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Sei que de alguma maneira me vi salva de um possível afogamento.
Quando este tipo de surto acontece, as coisas sem sentido ou explicação perdem a importância. Freud, se bem me lembro, chama isso de sublimação. Por isso sempre preferi Sartre... Ele chamaria de transcendência!
Quando esse tipo de surto acontece nada é capaz de nos arrancar o gozo de rirmos de nossas trapalhadas e quedas.
E somente quando conseguimos rir de nossos tropeços acordamos para dentro... E é quando acordamos para dentro que entendemos que a queda em si contém a ressurreição."
(Mônica Montone)












