"Aquele ali passou pelos meus 18 anos, me tirou o medo, me fez sentir bonita. Aquele outro soube me abraçar quando eu mais precisei, me fez sentir mulher, linda e desejada. Esse, que aqui está, ancorado na sala principal das lembranças, me mostrou um terreno que eu não conhecia. Um terreno macio, cheirando a flor, com riacho correndo ao fundo. Me deu a mão, enxugou minhas lágrimas, me fez rir, me fez sonhar com casa, jardim e criança.
Mas um dia, sua falta se fez tão presente, que só coube a ele se mudar do vagão para-sempre para o vagão é passado e ponto. Os cômodos ficaram apertados, tamanha era a tristeza. Os olhos nem querendo enxergar mais o que era bonito.
Depois, o calendário mudou de página, agradeci. Aprendi que, cada pessoa que dança valsa no baile da minha vida, é um mestre que escreve, a giz, na folha da minha eternidade.
Eu não culpo as pessoas que preferiram mudar de vagão. Eu as liberto de qualquer acusação. A vida é feita de escolhas e de laços, não de amarras nem de nós."
(Cris Carvalho)
Mas um dia, sua falta se fez tão presente, que só coube a ele se mudar do vagão para-sempre para o vagão é passado e ponto. Os cômodos ficaram apertados, tamanha era a tristeza. Os olhos nem querendo enxergar mais o que era bonito.
Depois, o calendário mudou de página, agradeci. Aprendi que, cada pessoa que dança valsa no baile da minha vida, é um mestre que escreve, a giz, na folha da minha eternidade.
Eu não culpo as pessoas que preferiram mudar de vagão. Eu as liberto de qualquer acusação. A vida é feita de escolhas e de laços, não de amarras nem de nós."
(Cris Carvalho)












